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	<title>Fique Inteligente &#187; bernardo dolabella</title>
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		<title>Bicho de quantas cabeças?</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 17:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pergunto-me diariamente sobre a relação que as pessoas mantêm com os jogos. É tão estranho perceber opiniões tão radicais em relação a eles. Pais, escolas, políticos e até religiões atacando os jogos como se fossem eles os responsáveis pelo mal do mundo, e pela desvirtualização de nossas crianças e adolescentes.
Como já ressaltei antes, é muito [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pergunto-me diariamente sobre a relação que as pessoas mantêm com os jogos. É tão estranho perceber opiniões tão radicais em relação a eles. <strong>Pais, escolas, políticos e até religiões atacando os jogos como se fossem eles os responsáveis pelo mal do mundo</strong>, e pela desvirtualização de nossas crianças e adolescentes.</p>
<p><a title="Jogos Eletrônicos, qual o problema?" href="http://fiqueinteligente.com.br/jogos-eletronicos-qual-o-problema.html" target="_blank"><img class="alignright size-medium wp-image-21" title="Bich ode uma cabeça" src="http://fiqueinteligente.com.br/wp-content/uploads/2008/07/784105_grotesque.jpg" alt="" width="300" height="200" />Como já ressaltei antes</a>, é muito fácil culpar os outros, e criticar sem um conhecimento real.<strong> O senso-comum impera nas falas, e junto dele é possível notar uma mistura de sentimentos, sendo predominantes a raiva, a angústia e o medo</strong>.</p>
<p>De onde surge tanta negatividade? <strong>Admito que não seja o ideal que uma criança passe várias horas ininterruptas na frente de um computador</strong>. Mas a questão que me surge é: Será que ela possui alguma alternativa de passatempo, ou até uma clareza em relação a limites?</p>
<p>Este questionamento surge, pois reconheço as limitações do lazer na sociedade. <strong>O mundo se mostra caótico demais</strong> para que possamos deixar nossas crianças jogando futebol na rua, ou soltando pipa, sem nos preocuparmos com isso.</p>
<p>A geração de crianças de apartamentos limita, em muito, divertimentos e brincadeiras ao ar livre, sobrando relativamente poucas opções de entretenimento.</p>
<p><strong>Os jogos, juntamente com a televisão, constituem a base da distração possível para os jovens, não existindo muitas opções alem disso.</strong></p>
<p>Discursos como <em>“na minha época jogávamos futebol e brincávamos na rua, não ficávamos enfurnados em um quarto na frente de uma tela”</em>, comumente usados pelos mais velhos, se mostra como uma <strong>visão arcaica </strong>e <strong>saudosista</strong> de tempos que nunca retornarão. As possibilidades de jogos atualmente se constituem como uma estruturação das brincadeiras de faz-de-conta. Ele permite à criança se ver como um general de um exercito medieval, como um policial, um piloto de avião, enfim, as possibilidades são extremamente variadas, permitindo um exercício de sua imaginação, com uma estruturação muito maior do que a de brincadeiras realizadas por nossos pais, tios e avós.</p>
<p>Convenhamos, nos dias atuais, as brincadeiras antigas já não tem um lugar que possam ocupar realmente. <strong>Até a brincadeira inocente de soltar pipas causa mortes, aliás, mais mortes do que já foram registradas por jogos eletrônicos</strong>, se é que existe alguma morte registrada que tenha como causa comprovada o uso de jogos eletrônicos.</p>
<p><strong>Senhores pais e cuidadores, sua infância passou, e não é saudável tentar revive-la através de seus filhos</strong>. Os tempos mudaram, e por mais que seja difícil, o pensamento também deve acompanhar essa mudança.</p>
<p>Sua preocupação é o excesso? Imponha certos limites, atue de acordo com seu papel e sua obrigação como cuidador. Assuma a responsabilidade de seus atos, e sendo ousado, assuma sua negligência perante ao jovem. Mas não culpe o jogo por algo fundamentado na insensatez, e nem penalize a criança, tirando o que muitas vezes é sua única forma de lazer estruturado.</p>
<p><strong>Bernardo Dolabella</strong> é graduando em psicologia na <a title="UFMG" href="http://ufmg.br/" target="_blank">UFMG</a>, atua na área de <strong>saúde mental</strong> e <strong>justiça</strong>. Mantem como base do pensamento a racionalidade e a critica às meias-verdades do mundo.</p>
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		<title>Jogos Eletrônicos, qual o problema?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jun 2008 18:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É interessante notar que desde seu surgimento, os jogos eletrônicos passaram por vários estereótipos, sendo muitas vezes considerados como incentivadores da violência, e com mensagens satanicas ocultas. Sempre me perguntei o motivo disso, qual a grande questão que gera toda essa polêmica em torno dos jogos.
Os jovens atualmente jogam jogos eletrônicos, praticam esportes em algum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-14" style="float: right;" title="Criança Nervosa" src="http://fiqueinteligente.com.br/wp-content/uploads/2008/06/crianca_nervosa.jpg" alt="" width="300" height="199" />É interessante notar que desde seu surgimento, <strong>os jogos eletrônicos passaram por vários estereótipos, sendo muitas vezes considerados como incentivadores da violência, e com mensagens satanicas ocultas</strong>. Sempre me perguntei o motivo disso, qual a grande questão que gera toda essa polêmica em torno dos jogos.</p>
<p>Os jovens atualmente jogam jogos eletrônicos, praticam esportes em algum clube, assistem TV. Esta é a base da diversão nos dias atuais. <strong>Quando surge algum problema com as crianças, como dificuldades na escola, ou emocionais, os jogos são os primeiros a serem culpados, mas será que podemos jogar assim a primeira pedra sem nem conhecer o acusado?</strong></p>
<p>Seriam os jogos eletrônicos assim tão diabólicos que, sempre que presentes na vida da criança, teriam o poder de corromper todos os costumes e gerar problemas diversos? <strong>Me parece uma alternativa muito impensada, e impulsiva.</strong></p>
<p><strong>É muito mais fácil culpar a TV ou os jogos por problemas com as crianças do que admitir que o problema geralmente vem da relação entre os pais e a criança</strong>. O mundo de hoje não permite que a maioria das pessoas passe uma quantidade de tempo razoável com seus filhos, e o cansaço não permite nem que as poucas horas semanais de contato entre pais e filhos sejam de qualidade.</p>
<p><strong>A responsabilidade da criação é toda delegada para terceiros</strong>, que não oferecem um suporte emocional de qualidade, e quando os filhos apresentam problemas, os pais mais uma vez se ausentam ao delegar de novo a responsabilidade do problema. <strong>É muito mais fácil culpar outros por erros que são seus</strong>.</p>
<p><strong>Se abolirem os jogos, os problemas continuarão. E outra coisa receberá uma culpa que não te pertence.</strong></p>
<p><strong>Se os jogos fossem culpados, o número de jogadores com problemas ia ser muito maior do que o atual</strong>. E o que vemos atualmente não é isso. Se eles tivessem essa capacidade de desvirtuar os jovens, o caos já estaria instaurado. É uma diversão como qualquer outra.</p>
<p><strong>As pessoas tem que parar de tentar achar “bodes expiatórios” e admitir que os problemas não estão nos jogos, mas sim nas pessoas, e em como elas se relacionam.</strong></p>
<p><strong>Bernardo Dolabella</strong> é graduando em psicologia na <a title="UFMG" href="http://ufmg.br/" target="_blank">UFMG</a>, atua na área de <strong>saúde mental</strong> e <strong>justiça</strong>. Mantem como base do pensamento a racionalidade e a critica às meias-verdades do mundo.</p>
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