O Medo

Publicado em 16/06/2008 – 13:15

Por várias vezes erramos por temer algo que não conhecemos, nossa imaginação é tão fértil que acabamos pensando em situações absurdas completamente fora da realidade. Um exemplo interessante e próximo do que representam os jogos eletrônicos é durante a segunda guerra alguns psiquiatras começaram a “identificar” leitores de gibis como criminosos juvenis o que resultou na queima dessas revistas em praça pública. Essa situação hoje provoca gargalhadas, pois as pessoas achariam que é brincadeira. Essa decisão foi completamente equivocada, preconceituosa e sem fundamentos da mesma forma que acontece com os jogos eletrônicos atualmente.

Falar sobre Jogos Eletrônicos é algo extremamente polêmico. Normalmente aquelas pessoas que tiveram pouquíssimo ou nenhum contato com jogo eletrônico fantasiam que são grandes influências para deixar pessoas anti-sociais, violentas, viciadas, desvirtuadas, em fim, verdadeiros zumbis na frente de seus consoles. Por outro lado, os que têm muito contato com jogos eletrônicos, só tem a falar bem, principalmente os freqüentadores de Lan Houses, pois elas são um ambiente para diversão que aumenta e muito a capacidade de socialização daqueles que compartilham do gosto pelo jogo eletrônico.

Eu já encontrei vários artigos que falam muito bem dos jogos eletrônicos, a professora Lynn Alves escreveu um livro chamado “Game Over” que defende o uso do jogo eletrônico inclusive no meio acadêmico. No Japão, todas as gerações jogam jogos eletrônicos por entenderem que este exercício vai auxiliar na busca pela eficiência máxima que é um destaque cultural do país.

Agora, as pessoas que falam contra, só falam baboseiras sem sentido. Não existem pesquisas científicas ou qualquer artigo com argumentos aceitáveis que provem que pessoas que tem muito contato com jogo eletrônico podem ter alterações de comportamento. Quando entro em debate com pessoas que não gostam, eu os “metralho” com argumentos baseados em pesquisas que li e na minha vivência, o único argumento que sobra a eles é em exagero, faz mal”. É claro que em exagero faz mal, tudo faz mal sem equilíbrio.

O problema é que esses ignorantes, inertes no presente, com o rabo entre as pernas morrendo de medo do futuro por serem completamente incapazes de enfrentar seus próprios sentimentos e buscarem entendimento em um ponto de vista racional acabam fazendo críticas infundadas baseadas em “achismo”. A grande questão dessas pessoas é que em longo prazo talvez isso cause alguma mudança de comportamento que vai aumentar o índice de violência e talvez gerar grandes guerras e a situação fica tão absurda que pensam em anarquia e assuntos semelhantes.

Um detalhe interessante é que a indústria de Games tem presença forte desde os anos 80 e é mais forte do que a indústria cinematográfica há mais de 10 anos, isso quer dizer: existem mais pessoas interessadas em jogos eletrônicos do que em filmes, provando que se algum mal fosse acontecer, JÁ TERIA ACONTECIDO.

André Rubens é empresário, sócio da BlueBox Eficiência e da MP Games Lan House, além de presidente da ALMIG. É autodidata e tem como principal característica pensar fora da caixa.

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  2. 9/02/2009: O preconceito contra Lan Houses | Fique Inteligente

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