Bicho de quantas cabeças?

Publicado em 21/07/2008 – 14:18

Pergunto-me diariamente sobre a relação que as pessoas mantêm com os jogos. É tão estranho perceber opiniões tão radicais em relação a eles. Pais, escolas, políticos e até religiões atacando os jogos como se fossem eles os responsáveis pelo mal do mundo, e pela desvirtualização de nossas crianças e adolescentes.

Como já ressaltei antes, é muito fácil culpar os outros, e criticar sem um conhecimento real. O senso-comum impera nas falas, e junto dele é possível notar uma mistura de sentimentos, sendo predominantes a raiva, a angústia e o medo.

De onde surge tanta negatividade? Admito que não seja o ideal que uma criança passe várias horas ininterruptas na frente de um computador. Mas a questão que me surge é: Será que ela possui alguma alternativa de passatempo, ou até uma clareza em relação a limites?

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Por que GTA é tão bom?

Publicado em 18/07/2008 – 16:47

GTA é:

  • Levar uma batida no carro parado no sinal e arrebentar de pancada o sujeito que acertou seu carro.
  • Roubar um carro esportivo e atropelar uma velhinha que atravessa a rua mais devagar que uma lesma.
  • Pegar uma arma e atirar na cabeça do primeiro vacilão irritante que passar na sua frente.
  • Brigar com gangues inimigas e tomar territórios usando uma AK 47.
  • Fugir da policia em alta velocidade deixando muito sangue para trás.

Eles não jogam GTAE fazer isso tudo, sem sofrer nenhuma conseqüência.

Só que sempre tem o Tiozão, casado com a Tiazona conservadora que fala: “Noooosssaaa, quanta violência, que absurdo, por isso que essa juventude está perdida e blá blá blá”.  Não falo mais nada a respeito, estou achando melhor ignorar ou classificar esse tipo de gente como burros pessoas não inteligentes.

Todo mundo passa por muito stress no dia a dia e precisamos colocar essa força negativa toda para fora. Quem nunca levou uma fechada no trânsito, uma multa por distração, um fora de uma menina feia um individuo desviado do padrão de beleza vigente, ou teve um pneu furado, o carro quebrado, uma festa no vizinho na noite antes daquela reunião importante. E para piorar: sua mulher de TPM, sua mãe de TPM, sua irmã de TPM, ou até sua mulher, sua irmã e sua mãe de TPM juntas (corre que o bicho vai pegar!).

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Todo Padre é Pedófilo

Publicado em 30/06/2008 – 15:34

Padre CatólicoAfirmação tensa essa aí em cima, não? Mas é essa a conclusão que eu chego depois que li uma noticia no Terra Games agora à pouco.. Se você não quiser ler a reportagem inteira, basta ler o trecho inicial dela:

“Um grupo composto por cinco adolescentes foi preso em Nassau County, Nova Iorque, após ter tentado reproduzir, no mundo real, as aventuras de Niko Bellic, protagonista do jogo adulto Grand Theft Auto IV.”

Certo, foi noticiado o que houve e quatro jovens (somente um maior de idade) foram presos. Um caso extremamente isolado baseado em um jogo que vendeu 6 milhões de cópias (fora as versões “alternativas” baixadas por ai) em sua semana de lançamento. Casos assim acontecem aos montes, o que me preocupa é o trecho final:

“(…) mas o assunto será suficiente para levantar novamente a discussão a respeito de games que retratam a violência, criticados com frequência por um amplo grupo antigames.”

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Jogos violentos geram violência?

Publicado em 17/06/2008 – 11:17

É impressionante como grande parte das pessoas se interessa por violência, principalmente homens. Esse fenômeno acontece no cinema, esportes e jogos eletrônicos. Há algum tempo venho pensando por qual motivo violência vende tanto e porque jogos violentos são tão atraentes ao público. Depois de refletir bastante e pesquisar vários artigos na web, concluí que o jogo violento vende muito por dois motivos principais, a catarse e a adrenalina.

A violência propicia ao jogador uma sensação de catarse, fazendo com que ele descarregue emoções negativas durante a brincadeira e sinta-se mais leve no final do processo. É extremamente divertido e relaxante sentar numa cadeira confortável na frente do computador, abrir o jogo GTA, entrar num carro e extravasar dirigindo em altíssima velocidade atropelando tudo que estiver na frente, enfrentando gangues inimigas e se envolvendo em todo tipo de confusão sem consequências reais.

Acredito que um detalhe importantíssimo é a aventura sem conseqüências, que o jogo eletrônico pode fornecer. Muitas pessoas já se imaginaram fazendo parte da tropa de elite da polícia (Rainbow Six Vegas), pilotando veículos de guerra e comandando tropas (Battled Field 2), comandando exércitos medievais (Age of Empires 3) entre outras fantasias que são impossíveis de ser realizadas ou perigosas demais. O jogador sente a adrenalina que o jogo proporciona, desliga o computador e vive sua vida normalmente, sem os risco que viver essas situações de uma forma real traria para ele.

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Jogos Eletrônicos, qual o problema?

Publicado em 16/06/2008 – 15:56

É interessante notar que desde seu surgimento, os jogos eletrônicos passaram por vários estereótipos, sendo muitas vezes considerados como incentivadores da violência, e com mensagens satanicas ocultas. Sempre me perguntei o motivo disso, qual a grande questão que gera toda essa polêmica em torno dos jogos.

Os jovens atualmente jogam jogos eletrônicos, praticam esportes em algum clube, assistem TV. Esta é a base da diversão nos dias atuais. Quando surge algum problema com as crianças, como dificuldades na escola, ou emocionais, os jogos são os primeiros a serem culpados, mas será que podemos jogar assim a primeira pedra sem nem conhecer o acusado?

Seriam os jogos eletrônicos assim tão diabólicos que, sempre que presentes na vida da criança, teriam o poder de corromper todos os costumes e gerar problemas diversos? Me parece uma alternativa muito impensada, e impulsiva.

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